Tela pintada de mãos cegas
Já não sei o teu olhar na manhã.
Ao longe, teu cheiro ecoa.
O vento suspira sonhos soltos;
saudades,momentos, sorrisos.
Perfumes de quem não vem,
amar sem lado na balança,
sentir na pele o sal sem fé;
alguns latejos de esperança.
Inventar o tempo, possuir segundos.
Tecer mundos à partir de nós...
Emaranhados de sentidos...doces.
Flores, dúvidas em que me deito.
Nesta tela em que te penso,
sou cor, detalhe, e pincel.
De frente, brinco, invento-te...
Visto-me de encanto,
amo-te como sempre.
(Jéssica Geovanna )

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