Reticências
Vontade insopitável que corroia meu pensar. Pudera eu unir todas as palavras de amor em versos, assim teria algo a oferecer-lhe além de apenas o sentimento . No pesar de cada manhã, fui corrompida pela necessidade de estar junto de ti; mas não importa que artifício use, sempre restará a dúvida. Tento ás vezes na quietude de um silêncio encontrar você, mas meu distúrbio é tamanho que não posso vê-lo. Perco meu tempo projetando arabescos nocivos, coisas que escrevo quando não há saídas. Quando anoitece, minhas expectativas vão de encontro à tuas palavras; onde a compatibilidade da essência floresce trazendo consigo a ânsia dos nossos desejos. Hoje, a noite é fria pela ausência dos teus braços, mas ainda assim estaremos distantes do mundo lá fora. Segredos de um encanto adormecido, meu corpo esperando pelo teu. A incerteza me embriaga o pranto que não escapa, o que não permito é a datação do sentir. O tempo nem sequer é percebido pelo ritmo que leva ; algo como um tácito armistício que repousa de guerra. Temos nosso próprio tempo. Diante do infindo das estrelas no céu, declamo o convite do meu prazer ferido á fogo...difere-se de falar sozinha. Você avança, recua e a via se estreita por cada vez mais, se converte nesse dúbio insano.
Se me negas as respostas, encontro meu tresvario. O reservado de paredes finas, abriga nosso pacto. Se anestesias minha razão, é porque permito tal absurdo. No pequeno museu sentimental, os relicários foram interligados, iluminando todo o resto e ofuscando o brilho do sol á meio-dia. Paixão, volúpia, atração, dor mas nunca o medo; só assim todo o resto era miragem. Se vou mais longe, quem irá me segurar? Se fico aqui mesmo, quem irá me resserenar? Analisando as situações confesso o que não poderia expressar. Amor- talvez o termo essencial, o que começa essa canção e que depois a envolve. Amor; guie meu verso, e enquanto o guia, reúna alma e deleite, emoção e paz. Agora que somos nós, meu coração já não me pertence; tu o levaste contigo. Singelo, inusitado ou precipitado, talvez...a verdade é que te amo; uma conseqüência da tua manipulação cotidiana.
(Jéssica Geovanna )
Lembre-se de que o urânio pode ser perigoso!

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