segunda-feira, 30 de maio de 2011

                                                            Carta de amor 
~Amo-te da forma mais profunda que se pode amar alguém.
                                                    (Jéssica Geovanna )


             Cada segundo, uma eternidade.  A vida tem seu próprio caminho, mas antes de procurarmos por esse caminho, devemos atribuir-lhe um sentido. Você consegue ser esse sentido. Alguém assim, tão chato, que me trouxe pela mão e me mostrou que poderia amar de verdade. Quantas noites troquei sonhos pelo som da tua voz ou em quantos sonhos troquei anjos por você; considero uma forma de lucro. As palavras associam-se, transformam-se em sentidos, e é como um erro que se contradiz. Me transbordo em ti, desejando cada vez mais o prazer da combinação de corpos. Acontece que meus medos se resumiram na agonia perder-te. Para cada ânsia, duas vontades; é peculiar a forma em que meus pensamentos embaralham-se ao sentir-te.
             Os versos que constituem a sinopse desse nosso livro são agora tão doces quanto irresistíveis. Como qualquer mulher de sangue quente, sempre quis algo pra chamar de ‘meu’. Tão intrigante quanto um território não mapeado; espero que a importância esteja no olhar e não na razão. Apesar de preferir eternidades, pretendo o contento de uma vida ao teu lado. Por trás do teu som, o céu, o mar, a lua, estrelas e um sorriso; paisagens só por nós sentidas.

             Põe juizo em mim; logo eu, que tento dar aos meus heróis e vilões uma dimensionalidade emocional que provê a motivação pras ações deles. Embora pareça tão romântico no limite, não é algo como simples amor platônico. Fato esperado: o coração roubado pelo moço esperto. Agora os dia passam lentos, quase param; trapaças dessa saudade insuportável. Tornou-se assim, tudo o que não esperava. Fico no aguardo da volta tua, que penetrante e tão duvidoso, deixa rastros fáceis em mim.
             Desafia a alma errante, provoca meu romance, intriga minhas certezas,  alinha em palavras; situação perigosa que atrai adoradores de riscos .Atitudes ainda que imaginárias, assumem seu valor como real. Delírios de momentos que me fazem ter sede dos gostos que não provei, saudades do que vivi, medo do que possa fazer e ânsia pelo que está por vir. Nem sei porque tanto escrevo, o que sei é que te amo, e pra mim isso importa mais do que qualquer coisa na vida; você que importa. Quero tudo o que satisfação não me deu..

sábado, 21 de maio de 2011

 Mais um fim do mundo sobrevivido...
                                              (Jéssica Geovanna )      




    O último dia de vida. Quem seria capaz de prever? Nossa falta de fé mostra com mais clareza; estamos todos perdidos. Quanta coisa  desejada...sonhos abalados por uma verdade incerta. Uma hora tudo acaba, mas qual a hora certa? Triste cina descrente, guia cada passo incrédulo ao que não se pode provar; coisas que existem e coisas que não existem.
       Nenhuma doutrina é correta, todas com seus desvios notórios. Acredito no que chamamos de ‘Deus’; algo que não se pode provar nem desmentir. O que falta é olhar  para os lados,refletir atitudes. Afinal, se cada um de nós é realmente um universo, então que arquemos com conseqüências de atos.Me pergunto até onde vai parar o comodismo? Os resultados serão cada vez mais céticos.

        Cada lágrima derramada carrega uma história de loucura sã.O medo é só mais uma prova de que os seres humanos são cada vez menos capazes de ter uma opinião própria.

sábado, 7 de maio de 2011

                                                   Reticências


          Vontade insopitável que corroia meu pensar. Pudera eu  unir todas as palavras de amor em versos, assim teria algo a oferecer-lhe além de apenas o sentimento . No pesar de cada manhã, fui corrompida pela necessidade de estar junto de ti; mas não importa que artifício use, sempre restará a dúvida. Tento ás vezes na quietude de um silêncio encontrar você, mas meu distúrbio é tamanho que não posso vê-lo. Perco meu tempo projetando arabescos nocivos, coisas que escrevo quando não há saídas. Quando anoitece, minhas expectativas vão de encontro à tuas palavras; onde a compatibilidade da essência floresce trazendo consigo a ânsia dos nossos desejos. Hoje, a noite é fria pela ausência dos teus braços, mas ainda assim estaremos distantes do mundo lá fora. Segredos de um encanto adormecido, meu corpo esperando pelo teu. A incerteza me embriaga o pranto que não escapa, o que não permito é a datação do sentir. O tempo nem sequer é percebido pelo ritmo que leva ; algo como um tácito armistício que repousa de guerra. Temos nosso próprio tempo. Diante do infindo das estrelas no céu, declamo o convite do meu prazer ferido á fogo...difere-se de falar sozinha.  Você avança, recua e a via se estreita por cada vez mais, se converte nesse dúbio insano.

            Se me negas as respostas, encontro meu tresvario. O reservado de paredes finas, abriga nosso pacto. Se anestesias minha razão, é porque permito tal absurdo. No pequeno museu sentimental, os relicários foram interligados, iluminando todo o resto e ofuscando o brilho do sol á meio-dia. Paixão, volúpia, atração, dor mas nunca o medo; só assim todo o resto era miragem. Se vou mais longe, quem irá me segurar? Se fico aqui mesmo, quem irá me resserenar? Analisando as situações confesso o que não poderia expressar. Amor- talvez o termo essencial, o que começa essa canção e que depois a envolve. Amor; guie meu verso, e enquanto o guia, reúna alma e deleite, emoção e paz. Agora que somos nós, meu coração já não me pertence; tu o levaste contigo. Singelo, inusitado ou precipitado, talvez...a verdade é que te amo; uma conseqüência da tua manipulação cotidiana.


                                                             (Jéssica Geovanna )

                      Lembre-se de que o urânio pode ser perigoso!
Tela pintada de mãos cegas  

Já não sei o teu olhar na manhã.
Ao longe, teu cheiro ecoa.
O vento suspira sonhos soltos;
 saudades,momentos, sorrisos.

Perfumes de quem não vem,
amar sem lado na balança,
sentir na pele o sal sem fé;
alguns latejos de esperança.

Inventar o tempo, possuir segundos.
Tecer mundos à partir de nós...
Emaranhados de sentidos...doces.
Flores, dúvidas em que me deito.

Nesta tela em que te penso,
sou cor, detalhe, e pincel.
De frente, brinco, invento-te...
Visto-me de encanto,
amo-te como sempre.


       (Jéssica Geovanna )