sábado, 30 de abril de 2011

                   Rifa-se um coração defeituoso 

             
               Me perdi enquanto os olhares se cruzavam; foi imediato e até um pouco ingênuo. Há tempos havia esquecido a vontade de estar assim, tão boba.  O anseio pelo encontro nos recompensou na emoção de um sentimento novo. No escuro, palavras caladas com beijos; foi como temi, não vou mais conseguir parar. Dedos entrelaçados, e era como se minhas mãos esperassem pelas tuas ; dessa mesma forma, meus lábios te desejavam.
               Era um bicho pequeno, mas tinha sete cabeças. Fitava-te ali, tão completamente quanto uma criança observa o mar; a culpa é das perguntas que me fiz tantas vezes. Não sei por onde anda minha razão; talvez só mais um fato consumado desse coração roubado assim, quase sem querer. Quando dei por mim, a muito já havia me infiltrado no teu mundo... deveras estive à procura de abrigo.
                Desapreços desse meu vício de querer-te; e de repente, o céu ficou até mais bonito. Cada segundo sem ti é um segundo a mais de espera, e é por isso que vou lançando aos ventos da tua ausência as palavras de amor que ainda pretendo sussurrar ao pé do teu ouvido. Alguns sonhos, outros planos, todos os gestos. Confesso que não saberei mais sair do seu abraço, nem resistir à um sorriso. Um corpo te chama. Procura-te, mas não sente nada além de arrepios diante do pensar. Quanto tempo demora o ‘’cedo’’ para se converter no ‘’tarde’’? Fico com as lembranças.
                 Rifam-se algumas palavras, alguns momentos e um coração defeituoso. Desvio-me , se o acaso permitir. Só não encontre meus medos; nem me permita encarar os mesmos fantasmas do silêncio. Diga o que sente apenas por olhar; eu não tenho tanta pressa.


(Jéssica Geovanna )

domingo, 24 de abril de 2011

        A arte de montar uma cena.
              ( quer me ver agir feito uma boba atrás dos seus sonhos )

http://www.youtube.com/watch?v=DBidOKa3jx4




quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fragmentos de títulos
                                                           (Jéssica Geovanna)


  •       Desvende o enigma.
  •       As chaves estão por ai, encontre-as.
  •       Abra as portas e observe o segredo.
  •       Desfrute com o prazer da incondicionalidade.
  •       Agora esqueça tudo.
  •       Desvie o caminho e prolongue o prazo.
  •       Eu não tenho pressa.
  •       
  •      Não é tão complicado como se estima.
  •       Junte provas, depois queime-as.
  •       Também não precisa ter medo;
  •       trata-se de mais um distúrbio de personalidade
  •        do mistério que cerca o olhar mudo.
  •        Não se preocupe com o acaso,
  •       ,  deixa que a estrada te enlouquece e te estressa.
  •      



Ah, explicar vai fazer menos sentido ainda. Sou dessas.

      Ao contrário


       Estive séria esta manhã, era como se algo não tivesse acontecido, e aquilo me revoltava. Olhei ao redor da sala e te vi, tão indiferente quanto ontem. Já poderia me imaginar na mesma situação de tempos atrás, mas agora seria por você. Na verdade foram dois flashs, em um te infiltrava na minha história, e em outro eu te contava o que sentia... você nem ao menos entendeu que foi rápido demais pra pensar. Obviamente confuso, todavia tivemos nossa parte na situação. Sorriso malicioso; olhar mudo; teus braços envolvendo; o desejo ; o calor e os gestos. Se me apaixonei a culpa é sua, não me contento com amizade.

     (Jéssica Geovanna)

terça-feira, 5 de abril de 2011

           Fácil amar ( Mais você)

 Falamos à beça de amor.
Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum:
queremos amar e ser amados. De preferência, com o requinte da incondicionalidade.
Na celebração das nossas conquistas ou na constatação dos nossos fracassos.
No opogeu do nosso vigor ou no tempo do nosso abatimento.
Temos facilidade para amar o outro em seus tempos de harmonia;
quando realiza, quando progride, quando dar risada, ou quando o coração está contente.
Assim é fácil amar.
Fácil amar o outro aparentemente pronto, inteiro.
Fácil amar quando somos ouvidos mais do que permitimos ouvir.
 Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis e na manhã seguinte se apresentam sem olheiras , maquiagem bem feita e barba pronta.
Fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco com os amigos , nos encontros erotizados, ou nas festas.
Difícil é amar quando o outro desaba ou perde o charme, o prazo, a identidade. É difícil permanecer ao seu lado quando todos parecem ter ido embora; quando até a própria alma parece ter se retirado. Difícil é amar quem não está se amando, mas talvez esse seja o momento em que o outro mais precise ser amado. Pra entender , basta abrirmos os olhos pra dentro e lembrar das fases em que, por mais que quiséssemos também não conseguíamos nos amar. Daquelas manhãs em que você se olha no espelho e diz: Não me gosto.


Mas procure me amar quando eu menos merecer, talvez seja quando eu mais precise.
                                  E eu amo vocês!


( Ana Maria Braga )