Fácil amar ( Mais você)
Falamos à beça de amor.
Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum:
queremos amar e ser amados. De preferência, com o requinte da incondicionalidade.
Na celebração das nossas conquistas ou na constatação dos nossos fracassos.
No opogeu do nosso vigor ou no tempo do nosso abatimento.
Temos facilidade para amar o outro em seus tempos de harmonia;
quando realiza, quando progride, quando dar risada, ou quando o coração está contente.
Assim é fácil amar.
Fácil amar o outro aparentemente pronto, inteiro.
Fácil amar quando somos ouvidos mais do que permitimos ouvir.
Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis e na manhã seguinte se apresentam sem olheiras , maquiagem bem feita e barba pronta.
Fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco com os amigos , nos encontros erotizados, ou nas festas.
Difícil é amar quando o outro desaba ou perde o charme, o prazo, a identidade. É difícil permanecer ao seu lado quando todos parecem ter ido embora; quando até a própria alma parece ter se retirado. Difícil é amar quem não está se amando, mas talvez esse seja o momento em que o outro mais precise ser amado. Pra entender , basta abrirmos os olhos pra dentro e lembrar das fases em que, por mais que quiséssemos também não conseguíamos nos amar. Daquelas manhãs em que você se olha no espelho e diz: Não me gosto.
Mas procure me amar quando eu menos merecer, talvez seja quando eu mais precise.
E eu amo vocês!
( Ana Maria Braga )

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