sábado, 5 de março de 2011

             Pudera eu ser...

 ...o navio a atracar em teus lábios,
  ...a onda do mar a morrer em teu corpo,
 ...a Lua a iluminar tuas noites escuras e enfeitar teu céu estrelado,
 ...o sol a abraçar-te com meus raios , acalmando teu frio
...os poemas de tuas tardes de verão,
...a coragem em teu olhos,
..e o Universo que explodiria para em ti renascer.



 (Jéssica Geovanna)

                          Preencha-me

Alucinada loucura;
 amor em associação com existir.
Bocas ansiosas
se vão sorver ,
corpos agitados
 se vão unir;
 como somos nós,
 sabemos compor.
Morrer de amor  ao pé da tua boca.
perder a hora no encanto do teu sorriso
sufocar de prazer no teu corpo
e guardar os traços singelos da tua face.
Trocar-me por ti se for preciso.
E é pra ti, que me amas e que amo
que dedico todas as palavras de amor
saídas da minha boca até agora.
Completamente bêbada
embriagada com teu olhar
lanço ao vento da tua ausência
as poesias que meu coração criou.
Pois só a tua presença
faz a eternidade parecer uma criança,
e só teu perfume
faz todos os aromas curvarem-se .
Meu bem,
se nem todos os desvios
que o amor encontrou
puderam descrever o que deveras sinto
então contento-me e dizer-lhe
Eu te amo;
hoje, amanhã e enquanto a eternidade for criança.



 (Jéssica Geovanna)

   For: Aquele que pernoita em meus sonhos e amanhece em meu coração.
                                                 Noites

         A noite é sua presença. Lá fora, a lua e as estrelas seguram à noite sobre a copa das árvores, sobre as casas ou qualquer pessoa que ainda esteja acordada andando pelas ruas. Aqui; a noite é uma cama de madeira, lençóis cor-de-rosa e um bloco de papel rabiscado. Meu quarto é o abrigo onde posso existir sozinha e sem segredos. Aqui; a noite é o som quase silencioso do tic-tac do relógio na parede.
       Tempo branco desce o âmago dessa cela. Debruça-te para o interior do meu vazio, não verás nenhum rosto, nenhum gesto inútil, nenhuma melodia, nenhum desejo – pois desejos precisam de rostos--. Dormência momentânea que atraiu a madrugada e o sono.
        Quando devidamente despejadas no papel, as palavras descansam e sou obrigada a acompanhá-las. A noite não precisa de motivos , tampouco de indecisões; e por ser assim tão natural , a escuridão serve como o imã que atrai a alma dos poetas.
    

 (Jéssica Geovanna)

            
                                     Sensações

                             Sensações são gritos calados das emoções,
                             e cada emoção reflete um sentimento.
                             São os arrepios que tocam a epiderme
                              até alcançar o último pensamento disponível.

                              Sensações são poemas sem rima,
                              confusos e aparentemente sem significado,
                              escoam no ralo da alma
                               unindo-se à medos ou esperanças.
                                
                               Perdi-me nas sensações que cada gesto causou
                                e descobri que tudo não passa de outra bobagem
                                que a mente associa.
                               Fixei minha atenção naquele olhar.
                               Aquele, ali, diante do espelho.
                               Senti o medo e a coragem
                               o complemento e o vazio
                              Tudo tão nítido e tão comum.
                               E sensações atingiram novamente

                               Delírios, desejos, insensatez, conflito.
                               Cá estou, sentada e indignada
                               com o cântico hipócrita de cada sentimento.
                               Sensações,
                               perspectiva emocional.
                               Doces ou amargas
                                frias ou quentes
                                bobas ou significativas.
                                Somente sensações.         





 (Jéssica Geovanna)

                                                 Tardes inconstantes

                As curvas da estrada vão guiando à nova rotina. Consolo-me no positivismo; é minha vez de modificar a história. A mente imprudente que me impôs a habilidade de adicionar um certo tipo de dor às palavras (como se fossem facas) , torna-se novamente aquela velha e simples confusão. Não há vergonha em declarar que estive enlouquecendo ultimamente, depende como você encara isso. Nesses tempos tão estranhos , os pensamentos passam a não ser tão ignorados assim. Cada traço dessa insegurança inquietante teve seu significado e sua resposta.
                    É descomunal ver-me como a outra pessoa, sentir o que foi modificado e o mínimo que ainda permanece. Não sei exatamente quem estou sendo, personagem ou realidade; mas contradizer o passado me alivia, alterar características próprias agrada. Os assassinos me mataram à muitas esquinas daqui, como assim pode ser dito nas entrelinhas.
                   Respostas repetidas não alimentam meus milhares de novas perguntas, não me contento com tão pouco. Ei, que bela bagunça é isso! Nem me importo. Não é poético, nem romântico tampouco, mas adaptei-me especialmente às reações renovadas. Então fuck the world, to feliz assim!


 (Jéssica Geovanna)



quarta-feira, 2 de março de 2011


                              


























          * Cansei de tantas coisas que até fica difícil citar


              Decidi ser mais firme daqui pra frente, e me voltar ao que realmente importa. Geralmente o que te atrai são drogas, não falo das drogas propriamente ditas, mas das coisas que no cotidiano mechem com emoções. Drogas porque viciam e trazem a falsa sensação de prazer, te faz querer sempre mais sem te preocupar quanto os riscos e as consequências. O que eu preciso agora é de reabilitação; me limpar de todos esses vícios desnecessários.  Estou me desligando de tudo que me cansa, e abrindo as portas pra minha felicidade. Sei que vou continuar me cansando das coisas, e talvez até das mesmas coisas; mas pelo menos agora tenho uma breve noção do que não me fará bem.  Nesse exato momento, estou decretando-me a mesma pessoa, mas sem perder a essência do que eu era. Obrigado a todos os inúteis que fizeram tudo isso comigo, acabei de prova-los que posso ser forte.                                    





 (Jéssica Geovanna)

             Batom Vermelho e conhaque



                  O ódio me elevou à temperatura de uns 50°C ,parei de chorar depois da segunda lágrima, coloquei um vestido preto com um blaser de mangas dobradas, realcei minha boca num batom vermelho , pus meus pés no salto e fui embora. Hoje à noite serei eu e mais ninguém, não há compania melhor quando me sinto assim. Sou minha e não permito que mais ninguém  me leve embora. 
                 Vejo o que aprendi com a maior cara de pau que possa ter, penso no que disperdicei e dou uma longa e prazerosa risada.  Quantas chances joguei pelo ralo, e já não me preocupo com nenhuma delas. Quem me dera ao menos uma vez ter tido a chance de conviver com o verdadeiro, mas seres humanos não se contentam com o que é real. Estive cheia de vontades, e só por hoje eu quero esquecer o medo do que virá, e só por hoje vou disfarçar, eu estou feliz. Consegui o que não queria e estou muito bem assim,  pelo menos não vou achar que tenho tudo o que quero. Das voltas que o mundo deu  , fiquei tonta, ou será que foram as várias doses de conhaque que não tomei?!  O futuro não chagaria a lugar nenhum sem expectativas e eu já não sei quais são minhas manhas ou noções. Quero lembrar apenas de momentos que não vivi;  e que vou viver, só não sei o que. Onde estou as brechas são curvas demais e já não consigo sair (nem quero) , mas tudo bem, acho que minha cabeça vai melhorar  um dia.
                     Tenho errado de propósito e sem culpa. As vezes é preciso me sentir vingada para estar em paz. Desisto dessa porra toda, agora to tocando a vida sem remorço nem grandes preocupações. Deixei o tempo me mostrar que as coisas simplesmente fluem e de hoje em diante me perco contente.  Nunca precisei provar nada pra ninguém, nem mostrar coisas que eu já sabia; meus dons são segredos ,assim como minha real face. O que parece confuso pode ter muitos sentidos quando lido nas entrelinhas.
                    Os problemas , resolvo entre os acordes do violão e melhor terapia que encontrei foi escutar por longas horas as vozes da minha consciência, misturando-as com o som de Legião Urbana. Dane-se cada segundo,dane-se as opiniões, dane-se os olhares, dane-se todo o resto; eu vou flanejando meu rock , criando minhas verdades e aliando-as à minha loucura inconsequente. Seria eu não me importando com quem não goste.







 (Jéssica Geovanna)