segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um grito...



                ''Meu peito ta todo cortado, são rasgos dos teus dedos afiados.Das feridas escapam o grito mudo, como o de um bebê abandonado num saco na correntesa de um rio.Ninguém escuta a minha dor. Ás lágrimas caem dos meus olhos e regam o deserto que você deixou no meu coração. Quando alguém lhe arranca uma perna ou um braço, tudo bem, você continua vivendo. Mas e a alma? Sem ela você é apenas um saco de ossos, e algo levou a alma. Amanheço novamente só, no meu peito, a ausência faz crescer o vazio. Não há mais nada. Os segundos passam e é como se fosse uma eternidade. A dúvida me toma e isso me atormenta. Tudo o que eu faço agora é te esperar, mesmo que me odeie por isso. ''
                      Ontem gastei todo o meu dinheiro e comprei um terreno na Lua, não preciso de fotos sedidas pela NASA, mas apenas olhe para o céu durante a noite e verás o meu pedaço de felicidade. Longe de tudo o que me atordoa, eu e minha imaginação vamos morar no vazio do infinito. Pretendo não manter mais contato com os tolos, e com os que habitam minha mente em memórias estúpidas e convívios do passado. A decisão que estou tomando é conciente, decidi na plenitude de meu livre arbítrio.Sei que isso é duro ,porque sendo assim, ninguém tem direito á culpa, e a culpa é o alívio dos fracos. Lamento, mas concordo com o caminho...o suicídio é a única questão filosófica verdadeira.O meu desejo comanda o meu destino, e a morte é a única liberdade. Eu tentei, mas não há mais forças. A fraqueza já se faz presente em cada célula do meu corpo. Me sinto como uma bomba relógio ambulante prestes a explodir, eu só vou apertar o botão, só isso. Entre as paredes do meu quarto me escondo do mundo lá fora, e minhas emoções falar por si mesmas através de palavras...jogadas aqui sem nenhum motivo. Se quiser acreditar na minha ilustre decisão, acredite. Não é sua opinião que me faria mudar de idéia.

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