domingo, 27 de março de 2011

  Vontade

A paixão e suas peças
fez meus pensamentos mudarem de posição.
Imaginei você e eu.
Sem controversas;
não se trata de opinião.
Mas o meu peito se rendeu
diante desse pacto.
Você, o meu.
Não te conheço
nem ao menos sei o que fazes
e desejo-te por fases.
Sei que não mereço.
Um dia quem sabe eu até esqueço.

                               (Jéssica Geovanna)

domingo, 20 de março de 2011

                                 Acordei séria esta manhã

Foi bom sonhar.
Acreditar nas coisas que criei
e construir expectativas acima do que desejei.
Foi bom abandonar
as coisas que me alertavam,
calar cada palavra da razão
e esquecer do final e da história que se repete.

Já estou indo, e quando sair por aquela porta,
a verdade me encontra,
me diz que já é hora de acordar;
e me mantendo nesse estado inerte,
reacende a rotina torta .

Acertar novamente as mesmas coisas;
os mesmos erros que me cercam.
Não me resta mais motivos pra esperar,
refaço as malas e retraço meus caminhos
seguindo o nada que o vento aponta.

Meu coração implora a pausa
não suporta mais ver os sonhos se deteriorando
sem ao menos compreender a causa.

Novamente as conseqüências,
as mesmas que visitei semana passada.
Sempre a mesma abstinência,
nunca a mesma estrada.

Quanto aos rasgos no peito
não encontro curativo;
acho que não tem mais jeito.
Seria apenas mais um defeito
de mais um ato instintivo.





 (Jéssica Geovanna)


                               Eu devo ser algum tipo de piada cruel.

sábado, 19 de março de 2011

                              Tresvario

Desejo-te assim
e assim te quero ter;
Do mais singelo sorriso
ao mais ardente beijo
Prenda-me em teus braços
sem se preocupar com formalidades.
Me faça tua, e somente tua;
e seja meu, apenas meu.

Cada conversa trás de volta
a ânsia de ter-te...
Te espero aqui, você já sabe o caminho.
És meu pior medo e minha maior desordem.
Somos a tela pintada de mãos cegas.
Teu olhar ainda me sufoca
e teu rosto me distrai sem permissão.

Fomos entregues às mãos do acaso
que a vida traça em cada decisão.
Fico no aguardo das palavras tuas
que ainda não chegam,
e que me fazem sentir tão distante.                                                                                                                    
Ainda resta-me o anseio;
então vem ser tudo o que eu não esperava.





 (Jéssica Geovanna)

                                   Observar

Quantas coisas se escondiam
naquele olhar que me analisava
Penetrante e tão duvidoso...
deixava rastros fáceis em mim,
desafiava a alma errante,
provocando meu romance,
e intrigando minhas certezas.
Alinhando-o tão simplesmente em palavras
é mais fácil senti-lo perto
Situação perigosa
chama atenção de quem gosta dos riscos.
Perturba meus pensamentos
trazendo-me fotos em sonhos.
Atitudes que ainda imaginárias
tem seu valor como real
apontam a verdade em sua cina contraditória.





 (Jéssica Geovanna)

                               Labirintos

 Percorro livros que clareiem minha mente
se me aproximo da verdade, ela se esconde
e mesmo sem encontrar conteúdo convincente
fico por aqui.
Ir pra onde?
 Abro horizontes e não sei qual seguir;
Construo as pontes
espero que possam unir.
Se por acaso as transpasso
ultrapasso meu espaço;
acabo indo além de onde precisava ir.
Recorro ás palavras,
que explode o pensamento, e não explica
replica meus argumentos.
Já nem sei quem sou, como sou, se sou..
Inerte estou, perdida neste labirinto
pintado em minha mente, triste mente
e o coração gritando a confusão que sinto.





 (Jéssica Geovanna)


  Vinho Tinto
 



















O sabor cortante
trouxe o ardor das intenções
diretamente aos lábios.
Meu desejo é tamanho
quase transborda o meu cálice
nos mais intensos devaneios
Os delírios ávidos
de alguém que espera o álcool ter seu efeito
para então observar
o retrato embriagado no espelho.
Você tem razão,
ainda não sei o que estou fazendo;
mas resta-me a intuição
depois de tudo que andei perdendo.
A noite acabou
naturalmente como uma decepção,
no vazio entre o sofá e a janela
aturando o velho distúrbio de visão.
Tudo aquilo na música
de refrões e senões...
escaladas... Trevas e luz...
em que a letra não registra a contento
os lapsos emaranhados de tempo.
Na cabeça a incerteza do momento
onde passado e presente se mesclam.
O que será do futuro?
Na ampulheta do tempo
fica a pergunta sem resposta.
E na transitoriedade imposta,
há tantos dilemas quanto a própria verdade.



 (Jéssica Geovanna)

                                 Desejos

Acordei cheia de desejos,
desenhei nos traços da minha cintura,
os planos que não vejo.
Vontades tolas
que corrompem meu tempo
e meus pensamentos.
Delírios de momentos.
Tenho sede daqueles gostos
que ainda não provei,
saudades do que não vivi,
medo do que possa fazer
e ânsia pelo que está por vir.
Desejo as imagens que formei
nessa minha cabeça doente;
Desejo também um beijo,
um que não seja tão evidente.
O vinho, a noite e os passos.
Quero tudo o que satisfação não me deu.





 (Jéssica Geovanna)