quarta-feira, 2 de março de 2011


                              


























          * Cansei de tantas coisas que até fica difícil citar


              Decidi ser mais firme daqui pra frente, e me voltar ao que realmente importa. Geralmente o que te atrai são drogas, não falo das drogas propriamente ditas, mas das coisas que no cotidiano mechem com emoções. Drogas porque viciam e trazem a falsa sensação de prazer, te faz querer sempre mais sem te preocupar quanto os riscos e as consequências. O que eu preciso agora é de reabilitação; me limpar de todos esses vícios desnecessários.  Estou me desligando de tudo que me cansa, e abrindo as portas pra minha felicidade. Sei que vou continuar me cansando das coisas, e talvez até das mesmas coisas; mas pelo menos agora tenho uma breve noção do que não me fará bem.  Nesse exato momento, estou decretando-me a mesma pessoa, mas sem perder a essência do que eu era. Obrigado a todos os inúteis que fizeram tudo isso comigo, acabei de prova-los que posso ser forte.                                    





 (Jéssica Geovanna)

             Batom Vermelho e conhaque



                  O ódio me elevou à temperatura de uns 50°C ,parei de chorar depois da segunda lágrima, coloquei um vestido preto com um blaser de mangas dobradas, realcei minha boca num batom vermelho , pus meus pés no salto e fui embora. Hoje à noite serei eu e mais ninguém, não há compania melhor quando me sinto assim. Sou minha e não permito que mais ninguém  me leve embora. 
                 Vejo o que aprendi com a maior cara de pau que possa ter, penso no que disperdicei e dou uma longa e prazerosa risada.  Quantas chances joguei pelo ralo, e já não me preocupo com nenhuma delas. Quem me dera ao menos uma vez ter tido a chance de conviver com o verdadeiro, mas seres humanos não se contentam com o que é real. Estive cheia de vontades, e só por hoje eu quero esquecer o medo do que virá, e só por hoje vou disfarçar, eu estou feliz. Consegui o que não queria e estou muito bem assim,  pelo menos não vou achar que tenho tudo o que quero. Das voltas que o mundo deu  , fiquei tonta, ou será que foram as várias doses de conhaque que não tomei?!  O futuro não chagaria a lugar nenhum sem expectativas e eu já não sei quais são minhas manhas ou noções. Quero lembrar apenas de momentos que não vivi;  e que vou viver, só não sei o que. Onde estou as brechas são curvas demais e já não consigo sair (nem quero) , mas tudo bem, acho que minha cabeça vai melhorar  um dia.
                     Tenho errado de propósito e sem culpa. As vezes é preciso me sentir vingada para estar em paz. Desisto dessa porra toda, agora to tocando a vida sem remorço nem grandes preocupações. Deixei o tempo me mostrar que as coisas simplesmente fluem e de hoje em diante me perco contente.  Nunca precisei provar nada pra ninguém, nem mostrar coisas que eu já sabia; meus dons são segredos ,assim como minha real face. O que parece confuso pode ter muitos sentidos quando lido nas entrelinhas.
                    Os problemas , resolvo entre os acordes do violão e melhor terapia que encontrei foi escutar por longas horas as vozes da minha consciência, misturando-as com o som de Legião Urbana. Dane-se cada segundo,dane-se as opiniões, dane-se os olhares, dane-se todo o resto; eu vou flanejando meu rock , criando minhas verdades e aliando-as à minha loucura inconsequente. Seria eu não me importando com quem não goste.







 (Jéssica Geovanna)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011


 Sem ação...

 (Jéssica Geovanna)


                                    Novos Passos


                     Recomeçar, este é o caminho. Não quero mais tudo isso ao redor de mim, me perdi antes que pudesse me encontrar e agora mudarei cada peça de lugar. As coisas velhas começaram a acabar comigo e é por isso que estou indo embora. Buscar minha felicidade, mesmo que ela seja momentânea e um tanto ilusória.
 Novos lugares , novas pessoas, novas memórias; assim também descubro quem são os verdadeiros amigos e quem são os amigos que a rotina me impôs. 
                    Com certeza, a vida não tem um objetivo, mas o homem precisa perseguir um sonho, e um sonho só é impossível quando não se é sonhado. Por isso desejo o impossível, mas não posso ficar parada; correrei em busca de meus ideais até tornar-me realidade. Tento dar para os meus heróis e vilões uma dimensionalidade emocional que provê a motivação para as ações deles. Não sou uma completa inútil, ao menos sirvo de mau exemplo.

                  Por trás de um olhar...o céu..o mar...a lua..a estrela. Paisagens que não mostro à pessoas incrédulas.  Ninguém pode ler minha mente, você nunca vai saber o que se passa na minha cabeça; pode até pensar que sabe, mas posso me desviar e vai ficar tudo perdido, de novo. Sabe, andei enganando a solidão, mantendo a casa cheia. Quase nem me reconheço aqui, tentando sorrir o tempo todo e no final, tudo fica na mesma. Afinal, sou vazio e desejo. Ansiedade fora de hora, mudez estranha , olhar perdido, mudanças sem sucesso e olheiras de quem dormiu pouco à noite, cansei. Não preciso mais de ninguém me dizendo o que devo fazer ou quem devo ser, não é questão de me esconder ou fugir, só me ausentar. Hoje não consigo mais lembrar de quantas janelas me atirei, nem de quantos rastros de incompreensão deixei, quantos maus motivos ou quanta desilusão causei... a vida quase nunca é um balão. Será que eu já posso enlouquecer, ou devo apenas disfarçar?

                  Longe de onde tudo começou, como qualquer mulher de sangue quente percebo que tudo não passa de um declínio. Seria fácil demais viver de olhos vendados, sem entender tudo o que vejo. Está ficando difícil ser alguém, mas tudo parece funcionar de forma correta, e isso não é importante pra mim. Deve ser muito excitante assistir o inabalável sofrendo; mas não faz diferença enquanto decidir pôr um fim nos meus deslizes . Como num território não mapeado, devo parecer muito intrigante . Não sobreviverei a menos que fique louca.    





 (Jéssica Geovanna)


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

                 Just Pure Imagination 
( http://histoiresimaginaire.blogspot.com/ )


       Como se não bastassem as reflexões sem sentido jogadas aqui, surge baseada nas realizações textuais uma amiga (Sarah) a ídeia de contar histórias. Para tal feito, criei uma página dependente desta , onde os capítulos de cada história serão listados . Já iniciei--



 Quer ler? Acessa : http://histoiresimaginaire.blogspot.com/






              *Aceito dicas para a próxima história. Então antecipem-se. Bjos

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Je ne suis pas toujours la faute de cette hypocrisie répugnante. Mount ses défenses ou de laisser monter les autres personnes au-dessus de vous.


              Meu abandono nunca foi recíproco. Direciono-me inteiramente à teia de ilusões quebradas que insistem em me matar aos poucos, agora mais cautelosas que antes. São os rasgos no meu peito que continuam sangrando. As migalhas minhas que ontem juntei são as mesmas que hoje deixei cair. Porque quando as paredes desabaram eu estive por baixo ; mas e se agora é diferente, onde estou?

               Não sei. Lágrimas caem tão fáceis sem amparo e até parecem invisíveis, já que nem os contornos transparentes podem ser notados; mas de que importa?! Não tenho chorado pra ninguém ver ou para que pudessem oferecer-me falso auxílio. Sabe, as faces incrédulas da verdade assustam antes de isolar, e por fim acaba por tornar-se a porta de saída para o desejo de ilusão; atitude emergencial. Pois como em sonhos doces, as mentiras que a cabeça inventa envolve todo o resto na esfera sem dor de sabores imaginários.

               Entregues à solidão interna forçada pela incompreensão alheia; é triste ter de declarar-se à sensações torturantes de abandono. Deslocamento total diante de um ciclo torto que não se completa. O egoísmo é o sentimento mais presente na maioria das pessoas ao meu redor, o que me enoja ainda mais. Pessoas que achei se importarem ( pela convivência e não por mim ) mostraram sempre o contrário. Tornar-me apenas parte de rotinas quase sempre monótonas ; e o conformismo nunca fez parte de virtudes. Somente uma palavra pode definir aqueles que buscam desesperadamente por atenção : ridículo. Também já fui ridícula.

              As coisas são bem mais claras quando uma mente inteligente é guiada pelo glamour da loucura; sou dessas. Sou tão simples quanto contar gotas de água no Oceano, basta um pouco de paciência;  e até posso apostar que você leitor também é simples assim. Dane-se todo o resto se temos a nós mesmos! Calma, não se trata de um pensamento egoísta ou coisa parecida, é mais como um raciocínio lógico. Quem poderá encontrar teus refúgios além de ti ? Eis a questão. Se o mundo gira o tempo todo, não permita que lhe deixe para trás. Siga mais forte a cada rotação da Terra, 24 horas já são o bastante para erguer-se. Construa tuas muralhas e não deixe que nada as derrube. A vida são desventuras em série e não só prazeres listados. Sentimentos ruins,  direcionados e exclusivos, não são bem vindos . Estou firme ,mesmo que os fatos corriqueiros dessa minha vida inquieta tentem pôr abaixo minhas muralhas.       



 (Jéssica Geovanna)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

life ponder persone ne peut l

                         Visão duplicada


              Não sei ao certo o que venho buscando por todo esse tempo, isso me incomoda. É como um tiro no escuro, por mais que tente , é quase improvável que atinja o alvo certo. Um dia tudo pareceu mais claro quando na verdade se tornava cada vez mais incolor. O fato é, acabei me perdendo novamente. Sim, até as memórias mais perturbadoras tem rostos, mesmo estando borrados. Estou enlouquecendo aos poucos; pirando mesmo.
           Tenho medo do que poderia ser capaz de fazer quando minha consciência fosse embora; até mesmo por uma única hora. Não sou mais minha, nem isso fui capaz de guardar. Minha loucura real me tornou mais doentia, uma psicopata melhor que tantos outros. Medo? Um aliado da real situação. Já não se trata apenas de mim. Dois em um.
                                                       A luta não pertence a mais ninguém; por isso, intrometer-se seria sacrificar ao próprio sossego. Indescritível  e apavorante; a única saída visível é entregar-me, já que não hà como fugir, já que prefiro tornar safas as pessoas que amo.


 (Jéssica Geovanna)