terça-feira, 19 de julho de 2011

 O nosso mundo : alguma rima


De tempos contidos, a vida, a longos tragos;
em nostálgicos goles desse vinho de Falerno.
Pousando em ti amor eterno,
bem como pousam as folhas sobre os lagos.

Os sonhos, de agora, mais vagos.
O teu olhar em mim, hoje, mais terno.
Assim a vida, nada a mais ao rubro inferno;
 fantasmas em tristes pressagos.

A  vida, meu amor, quer vivê-la
na unção às mãos tuas.
Bocas unidas, sem contê-las.
Pele, carne, essências cruas.

Que será do mundo?
Sem o infindo de universos paralelos;
algo que criamos antes de dormir.
No fundo, transparência de elos;
metas do que não se pode ressarcir.


( Jéssica Geovanna )

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Silêncio absoluto


                  Cada passo da minha mente é um eco de mim mesma, um vestígio a mais de insanidade. Algumas léguas de caminho não decifrado e um pouco dessa adorável psicose. Tantas coisas e sentido algum. Trinta e três presságios; brandos temas.  Foi ontem? Pode nem ter sido e ainda assim deu pra ver: tão estúpida a tal menina apaixonada. Felizmente não me considero estúpida, e os seres humanos entendem. 
                Bom, ainda não inventei a fórmula da tranqüilidade duradoura mas estou feliz desse jeito. De horas desperdiçadas  nem escapo ,e nem me atrevo já que descobertas as mil e uma formas de desperdiçá-las. Deu pra sorrir algumas vezes, ou quem sabe chorar; dependendo do momento. De fato ,realmente odeio disputar atenção com vídeo-games ou futebol; sempre perco (¬¬).
             Tanta reflexão incomoda, corrói de pensamentos  à  palavras. Tiros escuros ou venenos raros; beijos que me levam a lugares que nem sei. No ardor de intenções infindas que transbordando o cálice, mesclam qualquer delírio ávido. No vazio entre mim e algum céu. Um pouco menos de sentido e mais uma vez às proximidades de um infarto; resta amarrar o coração para que ele não escape os lábios. Memórias perfeitas por todo o chão. Às vistas, o príncipe encantado era só o rapaz; nunca qualquer um, nunca invisível.
          Fazendo dos braços alheios minha jaula cotidiana de satisfação abstrata.  Um dos piores entre os medos.  Eu que sempre esperei tanto das pessoas, hoje nem recolho os restos. Triste é não ser a vilã psicopata que sempre quis, e a psiquiatria informa:  loucos desse tipo geralmente não se assumem. Uma resposta não responde três mil trezentas e trinta e três perguntas e em tese, não me contento com tão pouco.
       Morri, e morrendo vivo. Perspectiva emocional que só me repele mais e mais ; pouco a pouco. Mais fácil acreditar que não há razão nisso tudo. De natureza um tanto ingênua, a permissão foi seguindo, e com ela todas as flechas que fazem sangrar. Estão nas mãos do moço, que no chão desvaloriza o tal amor defeituoso. Tudo o que sempre desejei, um tanto muito a mais da minha dose. Talvez até um pouco mais do rapaz indisponível. 




(Jéssica Geovanna )