O nosso mundo : alguma rima
De tempos contidos, a vida, a longos tragos;
em nostálgicos goles desse vinho de Falerno.
Pousando em ti amor eterno,
bem como pousam as folhas sobre os lagos.
Os sonhos, de agora, mais vagos.
O teu olhar em mim, hoje, mais terno.
Assim a vida, nada a mais ao rubro inferno;
fantasmas em tristes pressagos.
A vida, meu amor, quer vivê-la
na unção às mãos tuas.
Bocas unidas, sem contê-las.
Pele, carne, essências cruas.
Que será do mundo?
Sem o infindo de universos paralelos;
algo que criamos antes de dormir.
No fundo, transparência de elos;
metas do que não se pode ressarcir.
( Jéssica Geovanna )
( Jéssica Geovanna )

